Uma idéia muito boa do Senador Cristovam Buarque.
Ele apresentou um projeto de lei propondo que todo político eleito (vereador, prefeito, deputado, etc.) seja obrigado a colocar os filhos na escola pública. As conseqüências seriam as melhores possíveis.
Quando os políticos se virem obrigados a colocar seus filhos na escola pública, a qualidade do ensino no país irá melhorar. E todos sabem das implicações decorrentes do ensino público que temos no Brasil.
SE VOCÊ CONCORDA COM A IDÉIA DO SENADOR, DIVULGUE ESSA MENSAGEM.
Ela pode, realmente, mudar a realidade do nosso país. O projeto PASSARÁ,
SE HOUVER A PRESSÃO DA OPINIÃO PÚBLICA.
http://www.senado.gov.br/sf/atividade/Materia/detalhes.asp?p_cod_mate=82166
PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 480, DE 2007
Determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus filhos e demais dependentes em escolas públicas até 2014.
Terça-feira, 7 de Julho de 2009
Projeto obriga políticos a matricularem seus filhos em escolas públicas
U D E S P
| UNIÃO DOS DELEGADOS DE POLÍCIA ESPÍRITAS DO ESTADO DE SÃO PAULO
Como nasceu a UDESP?
"Pelo conhecimento da existência em todo o Estado de São Paulo, de inúmeros policiais e respectivas famílias, profitentes, estudiosos e/ou interessados no Espiritismo (doutrina codificada por Allan Kardec e estruturada na Filosofia, na Ciência e na Moral Religiosa).
"Sabendo que muitos Delegados de Polícia e familiares frequentavam Casas Espíritas, aí aprendendo, auxiliando e sendo auxiliados nesses "Prontos Socorros da Alma", alguns delegados resolveram organizar um núcleo de autoridades policiais afins, doutrinariamente, para realizar um possível seminário destinado à análise dos temas afetos ao direito e às atividades policiais.
"Tendo em vista que, anos passados, já ocorrera um ensaio a esse respeito no Interior, na região de Araçatuba."
Quando nasceu a UDESP? E por quê?
"Foi em 24 de março de 2000 que se criou a UDESP, com a finalidade de estudar, discutir e divulgar o Espiritismo, como Doutrina Esclarecedora com base na fé raciocinada, no seio da organização policial, segundo essa luz que vem iluminando o coração dos seres humanos, já existindo, além do Centros e de Sociedades Espíritas, entidades dos Militares Espíritas (nas Forças Armadas), dos magistrados espíritas (entre Promotores e Procuradores da Justiça"
Qual é a opinião, de alguns, sobre o estudo da Espiritualidade na Segurança Pública?
"Infelizmente alguns se referem a isso com desdém, quando sabem que policiais defendem a Doutrina Espírita, porque não acreditam em nada referente à Espiritualidade. Mas existem policiais espíritas que externam satisfação quando percebem a difusão da idéia de que os médiuns poderiam solucionar casos intrincados com a intervenção de Entidades Espirituais. Chegam a defender a inclusão dos médiuns como auxiliares regulares no trabalho policial".
Isto, desde sejam obedecidas algumas regras rigorosas. O trabalho da Polícia tem que ser desempenhado por policiais. Os médiuns funcionariam como meros auxiliares e as mensagens recebidas, minuciosamente analisadas e comprovadas a bem da verdade.
Um dos membros da UDESP:
"Dr. Orlando Padovam é Delegado de Polícia da classe especial aposentado, membro da UDESP, desde sua fundação. Sua mediunidade permite que pintores consagrados continuem seu trabalho com a finalidade precípua de provar que a vida continua após a morte do corpo; além disso, dá oportunidade de auxílio aos necessitados que comparecem aos trabalhos."
Dr. João Francisco Crusca é Delegado da Polícia Civil do Estado de São Paulo e Coordenador da UDESP.
Para quem se interessar por maiores esclarecimentos, mais detalhes ou novidades nos trabalhos da UDESP é só consultar o site: www.udesp.org.br (onde estas informações foram coletadas).
Nair Lúcia de Britto Jornalista |
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Segunda-feira, 6 de Julho de 2009
A Eternidade do Ser
- Você é de direita ou esquerda?
Alguns militantes políticos fazem esta pergunta tentando classificar o ser humano. Pasmem, para estes o valor de um ser humano vai depender da resposta a esta pergunta.
Como podemos medir o valor de um ser humano? Só podemos deduzir, antes de tudo, que o primeiro valor de um ser humano é ser humano e ponto. Qualquer medida de julgamento, de avaliação é relativa, portanto e obviamente, não é absoluta. O único valor absoluto do ser humano é ser ser humano.
Um ser humano é inteiro, não é dividido, fracionado em esquerda ou direita. O ser humano sequer pode ser medido por sua função ou importância social.
Entretanto, podemos situar algumas ações humanas como boas ou más, construtivas ou destrutivas, negativas ou positivas. São as circunstâncias, portanto, que devemos avaliar. Em nossa experiência política nos deparamos com atitudes boas e más de militantes tanto de direita quanto de esquerda.
Como poderemos construir um verdadeiro socialismo se o que importa são as atitudes, o pragmatismo das ações dos agentes políticos? Não é à toa assistirmos incoerência entre discurso e prática. Por que isto ocorre? Porque as ações dependem das pessoas e as pessoas têm ações relativas ao seu altruísmo ou, ao contrário, ao seu egocentrismo. Não havendo mudanças no agente político, nada mudará. O que vale em política não são teorias, são práticas.
Uma das piores desgraças que aconteceu à humanidade, tanto quanto a inquisição e o racismo em todas as suas formas, foi o anticomunismo. Hoje, liderado por uma nação inteira (americana) e assumido como sinônimo de patriotismo. Não é à toa, afinal, os Estados Unidos são a base do mais forte capitalismo.
Esta mentalidade retrógrada estimulou e gerou ditaduras cruéis, contraditoriamente argumentando defender os interesses democráticos. As piores injustiças foram cometidas. Torturas foram cometidas e todos os direitos humanos violados justificados como defesa da democracia. É lamentável que ainda tal idéia perdure e capte simpatizantes.
Apesar dos equívocos estruturais dos sistemas que pretenderam instalar uma sociedade igualitária, não obstante, eles tinham como objetivo a eliminação das injustiças e principalmente a exploração desumana. Têm-se que admitir que nenhuma forma de ditadura gerará nada de bom, por outro lado, não podemos esquecer que a miséria gerada pelo capitalismo jamais produzirá uma democracia verdadeira.
As ditaduras de direita, que no fundo apenas visavam a perpetuação de privilégios, causaram as piores agressões aos direitos humanos. Os reacionários ainda estão aí argumentando defender a democracia e a acusar os comunistas de a violarem, quando através da pobreza que geram os capitalistas maculam qualquer verdadeiro espírito democrático. Afinal, como pode existir democracia e igualdade de direitos onde existem explorados e exploradores, ricos e pobres?
Seja como for, sabemos que o espírito libertário independe de qualquer sistema político, embora a opressão dependa de um. Mas, serão os espíritos livres que construirão a democracia e o socialismo e isto não dependerá de sistemas, mas de evoluções individuais, que por sua vez, modificará o pensamento coletivo.
Será a sabedoria que redigirá a conduta social de governantes e governados, porque nesta etapa da consciência humana os governados maduros serão os próprios governantes. Ou seja, não haverá separação entre um poder e outro, pois, a sua base será a sabedoria. A sabedoria será o verdadeiro poder e, ela será resultante do amadurecimento humano.
Desta forma, podemos concluir que a grande batalha humana será contra o próprio ego. É ele que gera todas as injustiças e conflitos.
Um homem que depende da opinião de outro está fadado, humanamente, ao fracasso. Triste de um homem que depende da opinião de um outro. E esta dependência está ligada indissoluvelmente ao ego.
O verdadeiro socialismo não será construído por políticos. O verdadeiro socialismo não será construído através de lutas e por nenhuma forma de conflito. O capitalismo tem seus dias contados. Ele está fadado a desaparecer porque o ser humano sempre procurará a justiça e o capitalismo é essencialmente divisionista, conflitante e injusto, fruto do egoísmo.
O fato é que a justiça social passa pela bondade humana. Assim, só através da reforma humana é que a justiça se estabelecerá. Ela não virá desta ou daquela corrente ideológica, embora, convenhamos, existem algumas que caminham justamente no sentido inverso. Não se trata dogmas e crenças ideológicas. A justiça brota no homem a partir do abandono do seu ego. Onde houver um não haverá o outro.
Para isto, é necessário que o ser humano faça mudanças significativas em suas relações e, para tanto, ele precisa fazer mudanças profundas em si mesmo.
Afinal, como se construirá um socialismo sem verdadeiramente contarmos com o outro? Como um socialismo pode se preservar com o egoísmo? Seja como for, o socialismo só acontecerá a partir de transformações da natureza humana, caso contrário, toda ideologia fracassará.
De fato, já estamos construindo o socialismo através do aprofundamento de nossas reflexões pessoais e, na medida em que crescemos como seres humanos, mais nos aproximamos da justiça social. Sabemos que isto não basta, porém, isto será a base essencial para que ela ocorra.
Enfim, um dia temos que nos enfrentar e encarar todos os nossos defeitos para nos aprimorarmos como seres humanos. Será assim que teremos uma sociedade realmente justa.
Hideraldo Montenegro
A Ponte Cósmica
Segundo aprendemos, a transição ocorre no momento da separação do corpo psíquico do corpo físico. Também aprendemos que durante alguns dias o falecido ainda continua preso aqui, no corpo psíquico e, posteriormente, haverá aquilo que podemos chamar de segunda morte, quando a consciência abandona o corpo psíquico e vai ocupar o plano de consciência correspondente ao seu nível de evolução.
Assim como o corpo físico do falecido fica sem vitalidade, sem consciência, ocorre o mesmo com o corpo psíquico que também não possui consciência, já que esta é um atributo da alma (alguns se referem a este corpo psíquico, desassociado da matéria, como “cascão” e acreditam que ele tenha consciência e que influencia negativamente os vivos). Ou seja, mesmo que o corpo psíquico seja imaterial e que nos sirva de veículo para acessarmos o mundo espiritual, ele está associado à matéria, pois, ele só é gerado a partir do momento que a energia vital se manifesta na matéria, animando-a (dando-lhe consciência), ao se combinar com a energia alma.
Como sabemos, o corpo psíquico (ou a energia psíquica) é gerado pela polaridade positiva da energia vital. Podemos concluir, portanto, que o corpo psíquico só existirá conscientemente enquanto houver vida física. A conclusão é de que a consciência psíquica é gerada pelos organismos vivos, ou seja, ela está associada a um nível de consciência que ocorre enquanto estamos encarnados, da mesma forma que a consciência objetiva, resultado de nossas percepções sensoriais, físicas, deixa de existir após a transição.
Mas, o poder de plasmar imagens do corpo psíquico é considerável. E, é este poder que tem gerado os maiores equívocos neste campo. Isto nos leva a uma outra questão bem rosacruz: a forma-pensamento e o pensamento-forma. O conjunto da humanidade gera também um corpo psíquico e, infelizmente, os nossos medos têm impressos imagens horripilantes nele. Há pessoas que afirmam, com toda convicção, que viram a imagem do diabo em sua frente. Em alguns casos não duvidamos que estas pessoas viram mesmo aquilo que fantasiamos ser a figura do diabo. Somos capazes de projetar todo tipo de pensamento-forma, embora não corresponda a uma realidade cósmica. Somos orientados sutilmente para mantermos sempre em mente que estas coisas são falsas, miragens e não reais. Saber distinguir estas coisas da realidade do mundo espiritual é fundamental para nossa exata compreensão das leis que regem o universo (visível e invisível).
Algumas pessoas acreditam num suposto plano espiritual onde as personalidades-almas desencarnadas se alimentam, trabalham, estudam, etc. Porém, estas crenças são incoerentes, ilógicas e fantasiosas, pois, se não temos um corpo físico, material, para manter e, se é ele que nos impulsiona o desejo de se nutrir, porque íamos precisar nos alimentar? Se não existe fome (que o corpo físico desperta) como vai existir o seu desejo? É verdade que pode-se argumentar que esta “fome” é mental, mas este raciocínio é simplista, pois, por exemplo, o mau-hábito de fumar e o alcoolismo seriam levados para lá também. Não dá para imaginar desencarnardos fumantes e alcoolátras. É evidente que os vícios (inclusive o glutanismo) estão impressos em nosso subconsciente, que é desassociado no momento da nossa transição. Ou seja, são essencialmente materiais, temporais. Pode ser que estes vícios fiquem em estados latentes, em dormência para serem despertados, talvez, e que se tornem tendências numa futura encarnação e não que ocorram nos planos espirituais de fato. A verdade para esta condição será também para todas as coisas ligadas ao corpo físico.
Se a vida é movimento e ação é óbvio supor que a vida espiritual seja exatamente o oposto, de quietude e contemplação. Assim, a nossa consciência, nos planos espirituais em que ocupamos (o nível em que nos encontramos antes de nos iluminarmos ao atingir a consciência cósmica), não é agitada pelos fenômenos e acontecimentos (fatos) como ocorre no contato com a matéria. Isto é tão verdadeiro que nunca ouvimos falar que, numa regressão, alguém tenha se lembrado de sua vida (sucessões de fatos que fazem uma história) num plano espiritual. Se não há vivências, não há movimento e se não há movimento, não há memória.
Parece ser evidente que alguns desejos ligados ao ego só existem enquanto estamos encarnados. Também parece lógico que lá (em algum plano de consciência) não temos sexo, idade, etc., como acreditam alguns. Ou seja, no plano espiritual não existe o macho, a fêmea, o velho, o novo, pois o tempo é uma impressão que acontece em nossa consciência objetiva, mortal. A velhice é uma condição ligada a temporalidade e, naturalmente, ao desgaste do corpo físico, material. Portanto, no plano espiritual não somos homens ou mulheres, jovens ou velhos, magros ou gordos, filhos ou pais, etc.
Alguns supõem também que no plano espiritual exista ação e que algumas atividades deste plano seriam intencionalmente feitas com o propósito de nos afetar (muitas das vezes negativamente). Ora, parece também lógico que a maioria dos desencarnados não têm consciência da existência deste plano terreno (provavelmente só os despertos a têm) para influenciar os vivos. Se isto ocorresse a lei do livre-arbítrio estaria comprometida e, consequentemente, o carma individual estaria constantemente sendo transgredido, fazendo do ser humano um joguete eterno de forças que ele não dominaria e retiraria também toda responsabilidade por suas ações (seu carma).
Uma idéia que podemos formar em relação a transição e todas as etapas que a acompanha é que, se enquanto encarnados existe um ego (o corpo psíquico que nos impulsiona a certos desejos e emoções), ligado a nossa sobrevivência física (subsistência, reprodução, etc), induzindo-nos a competição, a disputa, ao confronto e ao conflito e que na transição ele deixa de existir e igualmente todos os impulsos ligados a ele. Estes impulsos ocorrem enquanto estamos encarnados (enquanto existe o ego ou enquanto ele não foi sublimado). Na transição nos libertamos dos impulsos exclusivos do ego. É de se supor, portanto, que na transição ocorre, na verdade, uma expansão de consciência. Ou seja, todo desencarnado toma consciência de suas atitudes enquanto estava encarnado, pois, sua mente se liberta do ego.
Estamos vencendo nossa condição animal para, assim, nos humanizarmos. E, temos esta oportunidade toda vez que encarnamos e nos deparamos com situações criadas pelo ego que nos obrigam a profundas reflexões para vencê-las, através do sofrimento dos erros causados por ele mesmo. Certamente que estamos ainda no processo de humanização e, para tanto, precisamos vencer e superar nossa condição e tendência animal.
A conclusão lógica deste raciocínio é que quanto mais vezes uma personalidade-alma tenha se encarnado, mais o domínio do ego sobre esta é menos acentuado, da mesma forma que uma personalidade que esteja apenas em suas primeiras encarnações estará completamente dominada por ele. Ou seja, todos, num futuro, o dominarão através das experiências tiradas de suas inúmeras encarnações. Daí, a compreensão, a paciência e a tolerância com todos aqueles que julgamos não ter um nível de consciência (em virtude de sua “maturidade” cósmica) que os permitam perceber esta realidade.
Consequentemente, é uma obrigação, de todos aqueles que têm esta consciência, ajudar os seus irmãos humanos a superar suas tendências e/ou perdoá-los por ainda não dominá-las.
O óbvio também é que aqueles que estão desencarnados e livres de tais influências do ego, consigam perceber aquilo que, às vezes, não percebemos quando estamos em seu domínio exclusivo quando estamos encarnados. É justamente em virtude disto que podemos nos elevar até os níveis onde habitam os desencarnados, principalmente um parente nosso, para pedir-lhes inspiração. Certamente que podemos, enquanto encarnados, nos elevar aos planos espirituais, mas não é lógico ocorrer o contrário (exceto, talvez, os Mestres Cósmicos). A crença na interferência dos mortos sobre os vivos ainda é muito forte, mas ela não é plausível, pois, para isto ocorrer as leis cósmicas estariam constantemente sendo violadas.
Com certeza, toda transição é uma libertação. Mas, libertação do quê? Do ego. Dos vícios do corpo, das tendências nefastas e, enfim, de tudo que obscurece nossa consciência. Certamente existem graus desta libertação, porém, no plano espiritual a força do ego sobre a consciência é inevitavelmente enfraquecida. Podemos imaginar que o objetivo da evolução seja justamente o de alcançarmos a libertação tatal.
Como é dito de forma admiravelmente coerente e lógica em nossas monografias: “no nascimento três energias se fundem (energia espírito, energia vital e alma). E, no momento da morte elas se separam”.
É curioso que a idéia que concebemos em relação ao após-vida determina o nosso modo de viver. Certamente são as nossas crenças que têm nos impedido de apreendermos a bela simplicidade das leis que envolvem o nascimento e a morte. Está evidente que a idéia que formemos neste campo irá direcionar o caminho que vamos trilhar para desenvolvermos (ou, infelizmente, atrasar) a nossa busca espiritual. Aqui estamos na linha divisória entre ciência e superstição. Qualquer equívoco neste campo nos afastará ou nos aproximará da verdade na senda da espiritualidade.
De toda forma, podemos fazer magnifícas deduções a respeito das leis que envolvem o nascimento e a transição através do fabuloso ensinamento rosacruz e de suas práticas e, assim, eliminarmos muito de supertição que ainda envolve este assunto e o obscurece.
Hideraldo Montenegro
Sábado, 4 de Julho de 2009
LANÇAMENTO DO LIVRO: "Para Entender os Sindicatos..."
CONVITE PARA O LANÇAMENTO DO LIVRO:
"Para Entender os Sindicatos no Brasil:
Uma Visão Classista"
Convidamos você a participar da atividade de lançamento de "Para Entender os Sindicatos no Brasil: Uma Visão Classista", que acontecerá na Sede do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo - APEOESP - Praça da República, 282, no dia 15 de julho de 2009 (quarta-feira), a partir das 19 horas.
Muitos de nós dedicaram as suas vidas para a mobilização e a organização sindical e política dos trabalhadores. Nesse período pós-ditadura militar, construímos um novo quadro político no Brasil. Tivemos importantes vitórias, mas as decepções, também, não foram pequenas. Temos, agora, que retomar o avanço das lutas. Só que, dessa vez, precisamos aproveitar a experiência acumulada.
Nada melhor, portanto, do que começarmos esse esforço pela informação da sociedade e pela formação mais consistente de militantes sindicais e políticos. Por isso, o Waldemar Rossi, o William Jorge Gerab e a Editora Expressão Popular laçam essa contribuição para reascendermos o debate sobre o que são os sindicatos, qual o papel, como devem atuar e se organizar.
VOCÊ, QUE LUTA PELA CONSTRUÇÃO DE UM MUNDO MELHOR, MAIS JUSTO E SOLIDÁRIO OU APENAS GOSTA DESSA IDÉIA,
VOCÊ NÃO PODE FALTAR NO
DIA 15 DE JULHO/09, QUARTA-FEIRA,
ÀS 19 horas,
NA APEOESP, PRAÇA DA REPÚBLICA, 282.
Sexta-feira, 3 de Julho de 2009
RESPOSTA
Uma leitora de P@rtes, disse que houve desrespeito em minhas palavras quando escrevi o comentário sobre ESPIRITUALIDADE. Ela sugeriu rever o que eu disse no início... Tudo bem! Em primeiro lugar, obrigada pela atenção. Agora, revendo o texto que inicia: "É lamentável a descrença e o descaso de alguns em relação à Espiritualidade". Com essas palavras eu quis dizer que eu acho uma pena que algumas pessoas não acreditem que existe uma outra vida depois da morte. É uma pena, porque se os incrédulos se conscientizassem dessa realidade seria um grande conforto espiritual. Por exemplo, se algum ente querido morre, sabe-se que na verdade ele não morreu; também não teriam medo da morte porque a morte na verdade é uma passagem para outro plano; saberiam que Deus existe e abre seus braços para aqueles que têm fé. Os médiuns (que são pessoas comuns e tão pecadoras como qualquer um de nós) têm dom de entrar em contato com pessoas que já se foram. Alguns ignoram esse dom; outros, trabalham de graça nos centros espíritas para ajudar pessoas que morreram sem fé e estão em sofrimento. São esses mesmos espíritos sofredores que vêm à Terra em busca de ajuda, e conseguem através da oração de qualquer pessoa, desde que tenha fé. Se houvesse mais fé e mais amor, não existiria tanta maldade. Mas, se Deus deu a todos o livre-arbítrio para quem quiser acreditar Nele ou não... quem sou eu para dizer o contrário? Por outro lado, quando um espírita procurar passar para o seu próximo aquilo que aprendeu estudando, com o único intuito de querer informar merece respeito. Nair Lúcia de Britto Jornalista. |
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Segunda-feira, 29 de Junho de 2009
TRIBUTO A MICHAEL JACKSON
|
P eter Pan, ou Michael Jackson,
E le também foi um herói, com seus pés e sua voz
T inha uma alegria, mixto de tristeza
E ra, porém, só alegria que passava para nós...
R iso, canto, arte, pureza e singeleza...
P az para você, dear boy, abre tuas asas...
A gora vôa pelo céu com seu olhar tão terno
N ão te esqueceremos, menino eterno!...
Nair Lúcia de Britto |
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Quinta-feira, 25 de Junho de 2009
JORNALISTA TEM QUE SER JORNALISTA!
PARA SER UM JORNALISTA EM PRIMEIRO LUGAR É NECESSÁRIO O TALENTO PARA ESCREVER. TANTO É QUE MUITOS JORNALISTAS SÃO, SIMULTANEAMENTE ESCRITORES. PORTANTO, ESCREVER É UMA ARTE... E, COMO TODA ARTE, JÁ NASCE COM A PESSOA. MAS PARA EXERCER A PROFISSÃO DE JORNALISTA NÃO BASTA TER O DOM DE ESCREVER BEM. EXISTE TODA UMA TÉCNICA QUE É ENSINADA NA FACULDADE DE JORNALISMO. PARA SE TER UMA IDÉIA, É SÓ COMPARAR UM TEXTO JORNALÍSTICO COM OUTRO TEXTO DE ALGUÉM QUE SAIBA ESCREVER MUITO BEM, MAS NÃO TEM FORMAÇÃO JORNALÍSTICA. É MUITO DIFERENTE! PELO MENOS PARA AQUELES QUE FIZERAM JORNALISMO A DIFERENÇA É BASTANTE PERCEPTÍVEL... ALÉM DA TÉCNICA, O JORNALISTA TEM QUE ESTUDAR MATÉRIAS IMPORTANTES, RELACIONADAS A PROFISSÃO, COMO SOCIOLOGIA, POLÍTICA, FILOSOFIA, LÓGICA, CONHECIMENTOS BÁSICOS DE INGLÊS, ESPANHOL... CONHECIMENTOS SOBRE FOTOGRAFIA, NOÇÕES DE ARTE E OUTROS CONHECIMENTOS AFINS, PRINCIPALMENTE ÉTICA. SOMENTE UMA BOA FACULDADE DE JORNALISMO PODE CAPACITAR O JORNALISTA A DAR OS PRIMEIROS PASSOS NA SUA PROFISSÃO; POIS ATÉ SE TORNAR UM BOM JORNALISTA É UMA JORNADA ÁRDUA, DE MUITO APRENDIZADO E MUITA EXPERIÊNCIA. O JORNALISTA TEM UM PAPEL IMPORTANTÍSSIMO DENTRO DA SOCIEDADE QUE É A DE INFORMAR A POPULAÇÃO. NÃO PODE SER DESMERECIDO! ATRAVÉS DO JORNALISMO A SOCIEDADE TEM MEIOS DE SE DEFENDER, DE SE PRECAVER, DE TER UMA NOÇÃO GLOBAL DO QUE ACONTECE PELO MUNDO. GRANDES JORNALISTAS MORRERAM EXERCENDO SUA PROFISSÃO; PROFISSÃO EXERCIDA COM RESPONSABILIDADE E COM AMOR... MUITOS JÁ ATINGIRAM O TOPO, CONSEGUIRAM O SUCESSO MERECIDO. MAS A MAIORIA AINDA ESTÁ BATALHANDO PELO SEU LUGAR AO SOL... NÃO É UMA CARREIRA FÁCIL! E O CAMPO DE TRABALHO É BEM RESTRITO, AINDA, INFELIZMENTE... QUE SERÁ DO JORNALISMO NO FUTURO SEM A DEVIDA FORMAÇÃO? QUE SERÁ DO PACIENTE QUE SE SUBMETER A UMA CIRURGIA QUE NÃO SEJA POR UM MÉDICO CIRURGIÃO? "CADA MACACO NO SEU GALHO", EIS A QUESTÃO!!! Nair Lúcia de Britto. |
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Terça-feira, 23 de Junho de 2009
A CANÇÃO DE ANITA
Blim! Blom!
Blim! Blom!
Blom! Blim!
É assim
Que o sino bate
Repetindo o som
Sempre igual...
Dó
Ré
Mi
Fá
Sol...
O pianista
Toca nas teclas brancas
Nas teclas pretas
A nota é musical...
Sempre igual!
Hélio, Jaquie...
Jáquie, Sérgio
Sérgio, Hélio
Hélio...
Hélio...
Hélio...
Jáquie, Sérgio,
Hélio...
É a canção predileta
Da menina inquieta
É a canção mais bonita...
Da pequena...
A N I T A !...
Toda poesia tem uma história... que se não acontece com a gente, acontece
perto da gente... Esta poesia eu escrevi a uma pessoa muito especial
chamada Anita... e sua linda família!![]()
Nair Lúcia de Britto
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poema de Luiz Gasparetto
uma porta se abriu um coração me roubou do silêncio do infinito foi um gemido, ou um grito foi a luz que me deu num corpo de mulher com braços que são caminhos com olhos de esperança pernas de segurança busca de sorriso voz de aviso mãos de afagar presença guia mestra da vida companheira das feridas médica das dores comparsa das investidas aconchego na subida da minha própria conquista anjo que me recebe com asas de lã no ninho de desafios seios de amor e olhos de aflição você é minha MÃE uma LUZ na multidão. Além de poeta, Luiz Antonio Gasparetto é autor de vários livros nos quais, dentro de uma visão espiritualista moderna, ele procura ensinar como ter um padrão de vida melhor, atraindo a prosperidade, paz interior e aprendendo, sobretudo, como ser mais feliz. Nair Lúcia de Britto. |
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Segunda-feira, 15 de Junho de 2009
Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município
Nossa cidade é parte importante e impactante em nosso planeta. Por isso, precisamos, urgentemente, construir um novo modelo de cidade, de desenvolvimento e de equilíbrio ser humano/planeta. O planeta vem emitindo sinais definitivos de que o tempo para mudarmos nossos comportamentos e sociedades está prestes a se esgotar.Neste sentido, no próximo dia 15 de junho, o Movimento Nossa São Paulo inicia um importante – e inédito – processo participativo com a população para avaliar a qualidade de vida dos paulistanos. O IRBEM (Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município) começa a ser construído coletivamente a partir de um questionário elaborado pelos grupos de trabalho e pela secretaria executiva do Movimento. Queremos identificar a medida mais próxima possível da realidade sobre o que deve ser feito para satisfazer as necessidades de bem-estar da população e, ao mesmo tempo, promover mudanças em todos os níveis para alcançarmos o desenvolvimento sustentável. A consulta pode ajudar a propor e a elaborar políticas públicas que atendam os níveis desejáveis de qualidade dos serviços públicos necessários à população.
Este processo de mobilização inclui o engajamento de diversos setores da sociedade, desde o poder público até o setor privado. Gostaríamos de convidá-los(as) para participar ativamente da construção do IRBEM! Funcionários, clientes e fornecedores podem ser estimulados a responder o questionário online, por meio do portal www.nossasaopaulo.org.br ou a versão impressa que será distribuída. Acreditamos que esta é uma ferramenta importante para a cidade de São Paulo conhecer as expectativas da população.
O cronograma do IRBEM é o seguinte:
De 15 de junho a 30 de setembro – Pesquisa preliminar com a população. As respostas servirão de base para que, a partir de outubro, o Ibope elabore uma grande pesquisa com amostragem técnica para envolver vários segmentos da sociedade. O questionário on-line estará disponível no portal WWW.nossasaopaulo.org.br e a versão impressa será distribuída em escolas, organizações da sociedade civil, igrejas, universidades, empresas e em várias regiões da cidade. A população poderá responder sobre o que é mais importante para a qualidade de vida na cidade. Por exemplo: posto de saúde próximo de casa, coleta seletiva de lixo, horas de lazer, rios despoluídos...
Outubro – Seleção dos itens que foram citados na pesquisa como os mais importantes para a qualidade de vida da população. O Ibope vai incorporar tais itens na pesquisa anual do Movimento Nossa São Paulo para checar qual é o nível de satisfação e valorização em relação a eles.
Novembro – Aplicação da pesquisa Ibope com os paulistanos, em amostra proporcional aos vários segmentos da população. Depois disso, será feita a sistematização e a construção do IRBEM.
Janeiro de 2010, aniversário da cidade de SP – Lançamento público do IRBEM.
Os representantes das empresas que aderirem à mobilização serão convidados para participarem de uma coletiva de imprensa que realizaremos no dia 15 de junho, quando serão anunciadas as ações em desenvolvimento para engajarmos a população na construção do IRBEM.
Para confirmar a sua adesão nesta mobilização, por favor, envie uma mensagem até o dia 10 de junho, para Zuleica Goulart, para o e-mail zuleica@isps.org.br
Contamos com a sua participação!
Anexos o artigo publicado na Folha de São Paulo no dia 15 de maio e a matéria divulgada no mesmo jornal no dia seguinte ao lançamento do IRBEM.
Abraços,
Oded Grajew
Secretaria Executiva do
Movimento Nossa São Paulo
Sábado, 13 de Junho de 2009
SANTO ANTONIO
| SANTO ANTONIO
Hoje é dia 13 de junho, dia de Santo Antonio! Herdei a devoção que tenho por esse santo de minha mãe, que quantas vezes ia a Igreja, às terças-feiras para rezar a milagrosa trezena de Santo Antonio.
Ainda guardo comigo seu pequeno livro de orações. Abro esse mesmo livro, desgastado e amarelado pelo tempo, e também rezo com a mesma devoção. A edição é de 1959 e foi impresso nas oficinas gráficas da Editora Vozes (Petrópolis – Est. do Rio).
Santo Antonio é muito conhecido como santo casamenteiro; mas, na verdade são vários os seus atributos e milagres...
Mamãe contava que Santo Antonio ajudava alguém a achar algum objeto perdido, desde que recorresse a esse santo, com a promessa de ajudar os pobres...
Posso garantir com toda a certeza do meu coração que isto é verdade, porque foram muitas às vezes que recorri a Santo Antonio, numa eventual perda... e sempre fui atendida.
Santo Antonio nasceu na ilustre família dos Bulhões, em Lisboa, no dia 15 de agosto de 1195. Seu nome de nascimento era Fernando; e mudou de nome quando entrou para o convento dos Cônegos Agostinhos, da sua cidade natal. Cada vez mais virtuoso ele passou, depois, para o Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra; "onde como árvore plantada à beira da corrente das águas, cresceu gigantescamente na santidade".
Ontem eu saí a rua... a esmo. Estava uma tarde muito fria e chovendo. Vi uma mulher descalça, dormindo pesado sobre a calçada gelada. Senti um aperto no coração... quantas e quantas pessoas eu vejo, sem qualquer guarida, ao relento, nesses dias tão frios!
Que diria Santo Antonio, que tanto amava os pobres, diante desse quadro lastimável?!
Por isso, no seu dia, eu peço aos órgãos públicos que olhem mais por esses pobres... dando-lhes abrigo, matando-lhes a fome e reconduzindo-os ao mercado de trabalho aqueles que tiverem saúde; e a uma clínica de recuperação os viciados.
Ontem eu quis pedir ajuda para aquela mulher... mas a quem?
Se existe alguma prestação de serviços dos órgãos públicos para esses casos, precisa ser ampliada e que o telefone para prestar esse socorro seja divulgado...
Tenho certeza de que a população gostaria de colaborar para alimentar e agazalhar os moradores de rua; que, algum dia, se os políticos se empenharem, haverão de ter também uma casa, uma cama e o calor de um cobertor...
Se houver mais amor!
"AJUDE MEUS POBRES! QUANTO ISTO ME AGRADA O CORAÇÃO! NÃO SEI NEGAR NENHUMA GRAÇA ÀQUELES QUE SOCORREM OS OUTROS POR MEU AMOR..." é o que diz a oração de Santo Antonio.
NAIR LÚCIA DE BRITTO |
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Quarta-feira, 10 de Junho de 2009
OS VERDADEIROS LAÇOS DE AFEIÇÃO
Esses laços não se rompem com a separação, nem com a morte do corpo
físico.
Os laços de afeição se fortificam na vida espiritual pela purificação do espírito."
(cap. 23 - ESE)
"A sua mente é o melhor remédio.
Pois é a mente quem comanda todas as células do nosso corpo.
É a maior geradora de saúde.
Quando tomar algum medicamento, potencialize a sua eficácia com
um pensamento positivo."
(Um espírito de luz)
Pensamentos encaminhados por Nair Lúcia de Britto.
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Sexta-feira, 5 de Junho de 2009
Carta aberta ao Presidente da República
Brasília, 04 de junho de 2009
Exmo. Sr.
Luiz Inácio Lula da Silva
DD Presidente da República
Sr. Presidente,
Vivemos ontem um dia histórico para o país e um marco para a Amazônia, com a aprovação final, pelo Senado Federal, da Medida Provisória 458/09, que trata sobre a regularização fundiária da região. Os objetivos de estabelecer direitos, promover justiça e inclusão social, aumentar a governança pública e combater a criminalidade, que sei terem sido sua motivação, foram distorcidos e acabaram servindo para reafirmar privilégios e o execrável viés patrimonialista que não perde ocasião de tomar de assalto o bem público, de maneira abusiva e incompatível com as necessidades do País e os interesses da maioria de sua população.
Infelizmente, após anos de esforços contra esse tipo de atitude, temos, agora, uma história feita às avessas, em nome do povo mas contra o povo e contra a preservação da floresta e o compromisso que o Brasil assumiu de reduzir o desmatamento persistente que dilapida um patrimônio nacional e atenta contra os esforços para conter o aquecimento global.
O maior problema da Medida Provisória são as brechas criadas para anistiar aqueles que cometeram o crime de apropriação de grandes extensões de terras públicas e agora se beneficiam de políticas originalmente pensadas para atender apenas aqueles posseiros de boa-fé, cujos direitos são salvaguardados pela Constituição Federal.
Os especialistas que acompanham a questão fundiária na Amazônia afirmam categoricamente que a MP 458, tal como foi aprovada ontem, configura grave retrocesso, como aponta o Procurador Federal do Estado do Pará, Dr. Felício Pontes: “A MP nº 458 vai legitimar a grilagem de terras na Amazônia e vai jogar por terra quinze anos de intenso trabalho do Ministério Público Federal, no Estado do Pará, no combate à grilagem de terras”.
Essa é a situação que se espraiará por todos os Estados da Amazônia. E em sua esteira virá mais destruição da floresta, pois, como sabemos, a grilagem sempre foi o primeiro passo para a devastação ambiental.
Sendo assim, Senhor Presidente, está em suas mãos evitar um erro de grandes proporções, não condizente com o resgate social promovido pelo seu governo e com o respeito devido a tantos companheiros que deram a vida pela floresta e pelo povo Amazônia. São tantos, Padre Jósimo, Irmã Dorothy, Chico Mendes, Wilson Pinheiro – por quem V. Excia foi um dia enquadrado na Lei de Segurança Nacional – que regaram a terra da Amazônia com o seu próprio sangue, na esperança de que, um dia, em um governo democrático e popular, pudéssemos separar o joio do trigo.
Em memória deles, Sr. Presidente, e em nome do patrimônio do povo brasileiro e do nosso sonho de um País justo e sustentável, faço este apelo para que vete os dispositivos mais danosos da MP 458, que estão discriminados abaixo.
Permita-me também, Senhor Presidente, e com a mesma ênfase, lhe pedir cuidados especiais na regulamentação da Medida Provisória. É fundamental que o previsto comitê de avaliação da implementação do processo de regularização fundiária seja caracterizado pela independência e tenha assegurada a efetiva participação da sociedade civil, notadamente os segmentos representativos do movimento ambientalista e do movimento popular agrário.
Por tudo isso, Sr. Presidente, peço que Vossa Excelência vete os incisos II e IV do artigo 2º; o artigo 7º e o artigo 13.
Com respeito e a fraternidade que tem nos unido, atenciosamente,
Senadora Marina Silva
Vetos Solicitados à PLV nº 9, de 2009 (proveniente da MP 458)
1. Incisos II e IV do art. 2º:
Texto do PLV nº 9, de 2009:
Art. 2º Para os efeitos desta Lei, entende-se por:
II – ocupação indireta: aquela exercida somente por interposta pessoa;
IV – exploração indireta: atividade econômica exercida em imóvel rural, por meio de preposto ou assalariado;
Justificativa do veto
Os incisos II e IV do artigo 2º estabelecem a definição, para efeitos da aplicação da lei, de ocupação indireta e de exploração indireta.
Essas formas de ocupação e exploração não devem ser beneficiadas com a regularização fundiária, pois não consideram os critérios de relevante interesse público e da função social da terra. Para ser coerente com o veto ao art. 7º, a definição dessas formas de ocupação e exploração deixa de ter uso para a aplicação da lei.
Art. 7º:
Texto do PLV nº 9, de 2009:
Art. 7º Mediante processo licitatório que assegure ao ocupante direito de preferência, far-se-á a regularização em área de até quinze módulos e não superior a mil e quinhentos hectares, com ocupação mansa e pacífica, anterior a 1º de dezembro de 2004, efetivada por:
I – pessoa natural que exerça exploração indireta da área ou que seja proprietária de imóvel rural em qualquer parte do território nacional, respeitado o disposto nos incisos I, III e V do caput do art. 5º;
II – pessoa jurídica constituída sob as leis brasileiras, anteriormente à data referida no caput deste artigo, que tenha sede e administração no País, respeitado o disposto nos incisos II e III do caput do art. 5º.
Justificativa do veto
O art. 7º amplia extraordinariamente as possibilidades de legalização de terras griladas, permitindo a transferência de terras da União para pessoas jurídicas, para quem já possui outras propriedades rurais e para a ocupação indireta.
A titulação em nome de prepostos, que no projeto ganha a denominação de “ocupação indireta”, é a forma mais evidente de legalização da grilagem. Nas últimas décadas, a região amazônica vem sofrendo com toda a sorte de esquemas de falsificação de documentos em órgãos públicos e cartórios, invariavelmente com a utilização de prepostos que encobertam estratégias de ocupação irregular e concentração fundiária.
A possibilidade de titulação para pessoas jurídicas, além de ampliar as possibilidades de fraude, oferece um caminho rápido e de baixo risco de burla ao disposto no parágrafo primeiro do artigo 188 da Constituição Federal, que condiciona à aprovação do Congresso Nacional a alienação ou concessão de terras públicas com área superior a 2.500 hectares. A titulação de 1.500 hectares a uma empresa e de outros 1.500 ao sócio proprietário dessa mesma empresa, em área contígua, é absolutamente compatível com o projeto aprovado pelo Congresso, mas incompatível com a Constituição Federal.
O art. 7º desrespeita também o disposto no caput do artigo 188 da Constituição Federal ao incorporar formas de regularização completamente estranhas e antagônicas aos objetivos da política agrária, enquanto o comando constitucional determina que a regularização fundiária deve ser compatibilizada a esta
Art. 13:
Texto do PLV nº 9, de 2009:
Art. 13. Os requisitos para a regularização fundiária dos imóveis de até quatro módulos fiscais serão averiguados por meio de declaração do ocupante, sujeita a responsabilização nas esferas penal, administrativa e civil, dispensada a vistoria prévia.
Justificativa do veto
O Estado brasileiro não pode abrir mão do instrumento mais importante de controle do processo de regularização fundiária, porque não desenvolveu capacidade organizacional para realizar o processo com a segurança exigida pela sociedade.
A vistoria é fundamental para a identificação da ocupação direta, da utilização indevida de prepostos para ampliar os limites permitidos pelo projeto e, principalmente, da existência de situações de conflito na área a ser regularizada, o que, em muitos casos, pode significar a usurpação de direitos de pequenos posseiros isolados, com dificuldade de acesso a informação, de mobilidade e de reivindicação de seus direitos.
Por meio da regulamentação, pode ser definido procedimentos mais ágeis de vistoria nas pequenas propriedades, de até 1 Módulo Fiscal, conferindo a eficiência desejada na ação de regularização, sem abrir mão dos instrumentos de controle mínimos e da segurança necessária para a sociedade.



